terça-feira, 20 de outubro de 2009

Guitarrista Orianthi fala sobre Michael Jackson

Thiago Kaczuroski
São Paulo TERRA



"Ia ser o melhor show" A australiana Orianthi Panagaris, 24 anos, foi uma das últimas artistas a tocar com Michael Jackson. Ela estava na banda que acompanharia o rei do pop nos shows da turnê This Is It, para a qual o astro ensaiava antes de morrer, em 25 de junho deste ano. Por telefone, Orianthi conversou com o Terra sobre seus dias ao lado de Michael Jackson e os preparativos da turnê que nunca aconteceu. "Foi um choque para todos nós. Ele estava muito bem, seria o maior show que o mundo já viu".
Confira a entrevista com Orianthi Panagaris, guitarrista da banda de Michael Jackson:



Como foram os ensaios que você fez com ele?

Ele era um artista fantástico, o melhor que já vi. Esses shows seriam os maiores que o mundo já viu, com certeza. O Michael estava muito animado com os ensaios e não via a hora de tocar e deixar seus fãs felizes.

Michael Jackson estava saudável? Você acha que conseguiria levar a turnê até o fim?

Ele estava cheio de energia quando começaram os ensaios. Fazia todos seus números de dança. O Michael Jackson sempre foi magro, isso é verdade, mas acompanhava os dançarinos de 20 anos de idade.

Há quanto tempo você tocava com ele?

Iniciamos os ensaios cerca de três meses antes da morte dele. Começamos ensaiando as músicas, 3 ou 4 por dia para que aprendêssemos cada nota. Aí nos reuníamos com ele para passar cada música, depois com os dançarinos. Era um processo, Michael estava trabalhando com todo mundo para que o show acontecesse.

E como ficou sabendo da morte de Michael Jackson?

Eu estava me preparando para um dos ensaios. Estava na casa dos meus pais. Comecei a ver no Twitter as notícias e os comentários e não achei que fosse verdade, porque tivemos um ensaio na noite anterior! Ele estava tão animado, dançando, brincando com os músicos e dançarinos. Fiquei muito mal, chorei muito. Aí reunimos a banda e acompanhamos juntos o que estava acontecendo. Foi muito, muito triste.

Michael era conhecido por ser um grande músico. Ele opinava muito sobre o papel de cada um na banda?

Era incrível. Ele era muito perfeccionista, queria que tudo estivesse 100% certo para seus fãs. Ele tinha um ouvido incrível, sabia como cada coisa soava e queria que tudo soasse perfeito para que um fã saísse do show feliz e realizado.
Tivemos um momento engraçado: ele queria as notas mais agudas no solo de Black or White, para que fosse um momento de catarse no show. Nos divertimos bastante nesse processo. Ele sempre opinava sobre as músicas, mas de forma muito gentil e profissional.

Os membros da banda tinham uma relação pessoal com ele?

Não, somente nos ensaios. Mas ele era muito doce e conversava com todos, dando dicas para cada músico, sobre cada instrumento. Era um grande profissional.

Você ainda mantém contato com os músicos da banda? Existe algum plano de tocarem juntos em algum evento especial?

Nós éramos como uma família naqueles dias. Estamos em contato constante, quem sabe um dia façamos algo juntos. Todos ali são grandes músicos.

No próximo dia 27 você lança seu disco solo, Believe. Ele foi composto durante os ensaios?

Meu disco já estava pronto quando fiquei sabendo da seleção para tocar com Michael. Então deixei tudo de lado, porque tocar com uma lenda como ele era um sonho se realizando. O plano era lançar o disco durante uma pausa que teríamos na turnê.
É um disco de rock, com faixas que venho tocando há algum tempo. Quero inspirar mulheres que já tocam e as que querem começar a tocar guitarra.

Você conhece algo da música brasileira?

Conheço pouco, mas sei que a música brasileira tem um clima festivo que eu adoro. Não vejo a hora de tocar no Brasil e conhecer o País. Estamos na fase dos ensaios, em breve devo anunciar uma grande turnê e adoraria que ela passasse pelo Brasil.

Como era tocar ao lado de uma lenda da música?

A primeira vez que toquei com ele vendo foi difícil. Nunca fiquei tão nervosa na minha vida. Depois de algumas vezes... Assim, você nunca fica totalmente calma quando se está no palco com Michael Jackson! Mas comecei a me concentrar: 'Estou na banda, ele está ali, preciso me acostumar com isso, preciso fazer o melhor'.

E tudo o que falavam sobre o lado "bizarro" de Michael Jackson era verdade?

Lembro dele apenas como um grande artista e um ser humano incrível, muito tímido. As pessoas falam demais sobre tudo, sobre todos... A mídia criou muita coisa que não existia, pelo menos não vi quando estava trabalhando com ele. Michael era o maior artista que já existiu, ninguém teve tantos fãs e cativou tantas pessoas como ele. É essa a imagem que levo dele, alguém incrível para se trabalhar, uma pessoa maravilhosa.





http://diversao.terra.com.br/gente/m...m+Jackson.html

4 comentários:

  1. sou mais uma nova integrante deste fã clube em brasília. Que bacana...
    AMO MICHAEL JACKSON..............

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  2. Pessoal, quero falar com vocês que integram o nosso fâ-clube em Brasília. Me escrevam...
    Beijacksons

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